29 de maio de 2016

MENTIROSOS



Olá Leitores, tudo bem??

Sei que as resenhas atrasaram um pouco, mas as coisas vão se encaixar! 
E para dar continuidade, trago a resenha do Livro Mentirosos, da escritora E. Lockhart, publicado pela editora Seguinte. 
Já tinha escutado vários comentários sobre o livro e a história, mas uma amiga me abordou de tal forma que não tive outra alternativa se não ler rapidamente em todos os intervalos que tinha para terminar logo, e advinhem?? 
Eu NÃO gostei!!! 

Somos Sinclair,
Ninguém é carente.
Ninguém erra.
Vivemos, pelo menos durante o verão,
em uma ilha particular.
Talvez isso seja tudo o que você 
prcisa saber a nosso respeito. 



Capa do Livro - Imagem autoral


OPINIÃO (CONTÉM SPOILER):

Galerinha bonita, que tenso em?
Primeiro, gostaria que comentassem, pois sinto que só eu (a diferentona), que não gostou do livro. 

Vamos lá, Cadence (não consegui imaginar outra que não fosse a irmã do Phineas e Ferb), é encontrada semi nua, com uma ferida na cabeça e tremendo de frio. Os Sinclair tem uma ilha particular, com várias casas  e objetos caros. Tradicional, sem problemas, ricos, democratas, sorrio largo e queixo quadrado... Não é bem assim, né?

A boa vida de aparência, todo o dinheiro e pouca felicidade. 
A disputa dos herdeiros pela herança, é o que une os quatro mentirosos, Gatwick Matthew Patil, Mirren Sinclair Sheffield, Jonathan Sinclair Dennis e Cadence Sinclair Eastman. 
A história percore sobre a vida de Cadence depois do acidente na ilha, que vai relembrando algumas histórias e momentos. Seus pais se separam, o que seria um baque para qualquer família, mas não para um Sinclair, que são fortes e sem problemas. 



"Aja como uma pessoa normal, ela disse. Agora mesmo. 
Porque você é. Porque você pode ser. 
Não faça escânda-lo, ela disse. Respire e endireite-se." 



Mapa da ilha Sinclar - Imagem Autoral. 

Cadence não lembra do acidente, nem do que houve antes. Seus familiares e conhecidos não querem tocar no assunto. Sua mãe já contou diversas vezes o que houve, mas a memória dela não lembra no dia seguinte o que foi dito. 
O enredo realmente prende, você tenta descobrir e ligar todos os pontos junto com a protagonista, se irrita pois nenhum dos mentirosos entra em contato com ela após o acidente, pela mãe dela e todo o tradicionalismo que passa por cima dos sentimentos da Cadence, e toda necessidade de poder e querer. 

Vale a leitura, mas (spoiler a seguir), quando o capitulo "A Verdade", onde ela enfim lembra de tudo o que houve na ilha... Acho que o me decepcionou foi a continuidade da tragédia, mesmo mortos, como aguentar a culpa? 
Eu já sabia que tinha alguém ou que iria morrer ou que já estava morto (por que tem a opinião do John Green na capa, ele sempre trás alguma morte, hahaha). 

Explicando melhor por que não gostei, bom... As brigas por dinheiro e poder continuaram, mesmo depois do acidente, mesmo com todas as mortes. 
Depois da verdade, achei que ela se mataria ou algo do tipo, que desse mais sentido, mas não. Aparentou que ficaria na mesma "pompa" Sinclair, assim que ela enfim se curasse. 
É uma boa história, mas não supre as expectativas nem todo o "tchan" que os leitores falam do livro. 

Comentem sobre, gostaria muito de conversar mais sobre a obra. 

SOBRE A AUTORA:

E.Lockhart - Imagem da Internet.

E. Lockhart nasceu em Nova York e fez doutorado em literatura inglesa na Universidade Columbia. Deu aulas de redação, literatura e escrita criativa. 
Dela, a Seguinte publicou O Histórico infame de Frankie Landau-Banks (2013), livro de honra do Printz Award. 
Também é autora de Dramarama, The Boyfriend List e Fly on the Wall, e coautora de How to Be Bad, com Lauren Myracle e Sarah Mlynowski. 
Seus livros já foram traduzidos para mais de dez idiomas. 


ANO: 2014
PÁGINAS: 272
EDITORA: SEGUINTE

17 de abril de 2016

NÃO SE ILUDA, NÃO


"Não há ferida funda o bastante que uma melodia não possa curar."

Capa do Livro - Imagem Autoral


O que é ilusão? 
O dicionário diz que é a confusão feita por quem não consegue distinguir direito o real da fantasia. 
Às vezes, parece até que nos alimentamos de ilusões e assim experimentamos um pouquinho da vida que gostaríamos de ter. 
Você é do tipo que se contenta com paixões que só existem na sua cabeça?
Eu garanto: a vida que você sempre sonhou pode se tornar real. Basta acreditar em si e se abrir para pessoas, sentimentos e oportunidades.

Portão fechado não é convite para novidades. 

Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o sonho de ser uma escritora. Resolve dar os primeiros passos criando um blog onde assina como Garota em Preto e Branco. Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos e dos não tão amigos assim e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto não falta. Durante uma temporada agitada na Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda r por sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe... Entre shows e passeios na praia, Isabela luta contra seus sentimentos e contra a atração crescente pelo seu melhor amigo. 
Em seu segundo livro, a escritora Isabela Freitas dá sequência ás histórias dos personagens de Não se apega, não. Desta vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, Isabela vai atrás daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando o caminho é acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa. 

Imagem Autoral



OPINIÃO (CONTÉM SPOILER):

O segundo livro da blogueira, nos leva há cenários dos quais já conhecíamos. 
No primeiro livro (resenha disponível CLIQUE AQUI), é fácil se familiarizar com os problemas que a protagonista enfrenta. É um auto ajuda que nunca sai de moda, afinal, entregar-se a algo de corpo e alma, leva também ao sofrimento e a tristeza, para assim chegar ao equilíbrio.

Contudo, a mente gosta de iludir. 
As pessoas nos iludem! O coração dificilmente se engana, mas os sinais que a vida prega, que a nossa imaginação planta, isso sim precisa ser analisado minuciosamente. 
Quantas vezes, pensamos que o amor estava batendo na nossa janela, mas na verdade ele só queria uma passagem para chegar na janela da sua amiga?

Pois é leitores, as decepções são tantas, que quando ele realmente sorri, ficamos com medo, acuados. 
Acreditamos não ter sorte, aquela história do dedo podre. E nos questionamos as vezes, o porque de não ter dado mais atenção para aquele rapaz, que hoje está feliz com outra. 

Bom, a Isabela relata bem uma sensação que pode ajudar um pouco a entender. As vezes você está com a pessoa que seria perfeita para você, do jeito que você pediu para o universo trazer até você. Mas, cade aquele arrepio que você sente quando a pessoa te toca? Aquele cheiro que te faz lembrar e imediatamente os seus olhos apenas fecham, e você sente e se entrega ao momento... Se isso não acontece, em nenhum momento e mesmo assim você insiste, ta aí um simples exemplo de ilusão para si e para a pessoa a qual você está. 

Cuidado, tem vez, que a gente não se ilude, faz pior. Ilude outra pessoa. 

A segunda parte do livro, conta os passos da escritora até a fama, e completa com mais exemplos de amor próprio, pois só assim, poderemos amar outro alguém, sem ferir tanto um ao outro. 

Recomendo!!

AUTORA

Isabela Freitas, de 24 anos, lançou seu primeiro livro em 2014, NÃO SE APEGA, NÃO, que se tornou um verdadeiro fenômeno, com mais de 300 mil exemplares em 2011, quando criou o blog isabelafreitas.com.br/, que já passou de 110 milhões de visualizações. 
Estudante de direito, mora em Juiz de Fora MG, com os pais e a irmã. 

Imagem da Internet


Editora: Intrínseca
Ano: Julho de 2015
Páginas: 270