28 de julho de 2014

OBSESSÃO

"Muitas vezes as obsessões são acompanhadas de uma sensação de medo e podem se desenvolver de forma patológica, dando origem a uma neurose obsessiva. "



E mesmo sem perceber, todos convivem com alguma determinada obsessão, as vezes escondida por um hobbie, uma mania, um amor... Enfim, o motivo do tema refere-se à exposição "Obsessão Infinita", da Japonesa Yayoi Kusama, que terminou domingo (27/07), e estava no Brasil desde 2013, passando por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. 
A artista não era tão conhecida assim, até o grande público e o alto número de selfies em sua exposição atrair centenas de pessoas ao Instituto Tomie Ohtake, que está instalado em um complexo empresarial privado do grupo Aché, localizado na zona Oeste de SP, que tem como ideal, a apresentação das novas tendências da arte nacional ou internacional, que coincidiram com os trabalhos da artista que deu nome ao Instituto. 



Fui no penúltimo dia acompanhada de familiares e amigos, permanecendo por 3h30min na fila, tudo bem que já era previsto pela inúmera procura. Contudo dentro do Instituto, a falta de informação por localização, instruções dentro das salas, imensas filas no interior do local, sem uma referência ou ordem, fez com que o cansaço só aumentasse. Não havia informações de como era no interior da dependência, sobre degraus, salas escuras, não existia uma noção de como aproveitar cada assunto, espaço e ciência sobre a exposição. Mesmo com o acesso a internet, nem todos sabem do que se trata cada obra, ou podem interpretar de forma diferente, ou seja um guia e ou instrutor fez muita falta. 

O acesso aos deficientes me pareceu impróprio, assim como dificultoso para a quantidade de idosos que por ali encontravam-se. Um deles chegou a cair dentro de uma das salas esbarrando ou infelizmente danificando a obra, o que poderia acontecer com qualquer um. 
Me refiro a sala I'm here, but nothing (2000/2012), que é relativamente escura. 


A artista Japonesa Yayoi Kusama (85), nasceu no Japão no ano de 1929, iniciou seu trabalho em 1940, mudou-se para Nova York em 1973. E desde 1977, vive voluntariamente em uma Instituição Psiquiátrica, onde continua produzindo. Sua mente instável tornou-se reconhecida pelo transtorno obsessivo compulsivo que se manifesta pela repetição de um elemento, como por exemplo, a presença das bolinhas em sua mente, assim transmitidas em suas obras. 

A sensação ao entrar na sala "Filled with the Brilliance of Life", que contém inúmeras lâmpadas penduradas, aparentam um infinito particular onde todos se admiram durante a troca de cores e pelo caminho espelhado. Todos param, tiram fotos, um exemplo claro de obsessão por si. Tal sensação que para muitos termina ao sair da sala, ou ao compartilhar a foto, já Yayoi continua vivenciando o transtorno. 

 Obra de 1981: "Caminhando no Mar da Morte"


 Sala com Bolas Rosas, com um vídeo de Kusama cantando sobre a Morte.


 Linha do Tempo.



Filled with the brilliance of life.


A exposição passou dos 500 mil visitantes no Brasil, atraindo pessoas de todas as idades. 
Agora a exposição segue para o México.   

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